11.16.2006

Williams sustenta que a tortura é um instrumento de dominação do estado e é usada para que, neste caso, os iraquianos saibam do poder absoluto dos Estados Unidos.Ele menciona um relativamente pequeno, mas eloqüente, exemplo: a entrevista da revista “Guardian” com Huda Ala-zawi, mulher iraquiana que, com toda sua família, esteve presa em Abu Graib, onde trabalhou recolhendo lixo. Disse Huda Alazawi:“Como eu podia falar um pouquinho de inglês, me deram o trabalho de limpar latas de lixo. Nunca havia comida suficiente para nós e um dia, encontrei uma mulher velha que tinha desmaiado de fome. Os norte-americanos sempre comiam muita comida quente. Achei algo para comer em um pacote jogado numa lata de lixo; o dei à velha mulher. Os americanos me descobriram e me jogaram, como castigo, numa cela de um metro quadrado. Durante quatro horas espalharam água fria em todo meu corpo.”

A senhora Alazawi esteve incomunicável por 157 dias.Repito, este é um caso relativamente pequeno, mas reflete como são tratadas as pessoas comuns que caem nas mãos dos norte-americanos. Pessoas têm sido forçadas a fazer coisas muito desagradáveis, mataram pessoas a golpes, humilharam e violentaram sexualmente a outras.Porém, se não houvesse fotografias, quem escreveria sobre isso na grande mídia?A ocupação de um país é um assunto de poder, de violência massiva, e de terror do país ocupante contra o povo invadido.Williams afirma que tortura, seja em Abu Graib, na Unidade 2 da Estação de Polícia de Chicago, ou em qualquer instituição do estado, é uma arma para criar terror; e silêncio.

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