2.17.2007

Assassinato de crianças

“Vi os resultados da guerra e como ela afeta todos que participam dela”, disse Benderman, em entrevista ao Brasil de Fato. À época, Benderman afirmou ter obrigação profissional e moral de questionar o fato dos soldados estadunidenses estarem a cada dia matando mais não-combatentes. “Quando servi no Iraque, membros da minha unidade eram instruídos a atirar em crianças que jogavam pedras na gente”, revelou.
Mesmo assim, sua solicitação de objeção de consciência foi recusada pelas autoridades militares e ele ficou preso por um ano, de agosto de 2005 a agosto de 2006. Liberado, tenta retomar a vida ao lado da família.
Carl Webb, de 41 anos, teve sorte um pouco melhor. Em 2001, alistou-se na expectativa de servir por apenas três anos. Mas, faltando menos de dois meses para sair, foi informado que seu alistamento havia sido estendido e que ele iria para o Iraque. Ao Brasil de Fato, Webb explicou que se recusou a ir por ser marxista: “Foi uma decisão fácil pois nunca tive intenção de lutar pelo imperialismo. Entrei para o exército porque precisava de dinheiro”.

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