11.16.2006
Um recente livro sobre prisões dos Estados Unidos e - sim - sobre tortura no Iraque, Afeganistão e aqui, em casa, afirma que o governo norte-americano alimenta o nacionalismo e a resistência contra a ocupação com a sua ignorância, seu racismo e com a forma como trata os iraquianos detidos.Basta só mencionar o tristemente célebre centro de tortura Abu Graib para, só com a menção desse nome, contar centenas de histórias. Mas o novo livro do escritor e ativista Kristian Williams, “Métodos Norte-americanos: Tortura e Lógica da Dominação”, (South End Press, Cambridge, MA., publicado nestes dias de maio de 2006), nos diz como outros povos foram tratados em outras partes desse país, em outros países, e aqui, nos Estados Unidos, para nos mostrar o quanto é central a tortura para o modo de vida norte-americano.Naturalmente, se você é afro-americano ou nativo destas terras, esta idéia dificilmente lhe é nova. Mas, como a maioria dos olhos estão centrados na aterradora guerra contra o Iraque, Williams escreve: “Tortura é a técnica do império; o império é a estrutura ideológica e a infra-estrutura política da tortura.”



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