1.29.2007

Torturador é homenageado

Se encontrarem este sujeito na rua.......PORRADA...PORRADA.. sem piedade.
Adital - Depois de ser homenageado por 300 oficiais da reserva em Brasília, em novembro do ano passado, o coronel reformado do exército, Carlos Alberto Brilhante Ustra, teve um "almoço de solidariedade", no Clube Militar do Rio de Janeiro.
Ustra, também conhecido como Comandante Tibiriçá, dirigiu o DOI-Codi, em São Paulo, entre 1970 e 1974 e é acusado de cometer crimes de tortura durante a ditadura militar no Brasil. Ele é apontado como um torturador frio e cruel.
As homenagens são em desagravo pelo processo movido pela família de César e Maria Amélia Teles, vítimas de tortura do coronel Ustra. O processo está em andamento na 23a Vara Cível de São Paulo

Australianos 'terão que beber esgoto reciclado

da BBC Brasil
A população do Estado australiano de Queensland vai começar em breve a beber água contendo esgoto reciclado, advertiu o líder do governo, Peter Beattie.
Ele disse que cancelou um referendo programado sobre o assunto, porque não existe mais uma alternativa.
Beattie também advertiu que outros Estados da Austrália terão, eventualmente, que fazer o mesmo.
O país vive atualmente a sua mais grave estiagem já registrada.
"Sem chuva, nós não temos escolha", afirmou à rádio ABC.
"Estas são decisões desagradáveis, mas ou você bebe água ou morre. Não há escolha. É ouro líquido, é uma questão de vida ou morte", disse Beattie.
A prática de beber água reciclada - que já é empregada em países como Estados Unidos, Grã-Bretanha e Cingapura, não tem apoio amplo na Austrália.

1.24.2007

MOCINHA E BANDIDO


Enquanto um grupo de assaltantes vestidos com coletes da Polícia Civil invadia uma agência bancária localizada no prédio de um órgão federal no Rio de janeiro, os jornais noticiavam que um grupo de policiais panacas brincavam de mocinho e bandido com turistas estrangeiros. Os pms emprestavam fuziz para que as meninas posassem para fotos.
Os policiais bundões, que brincavam em serviço enquanto cabeças rolavam...só não esperavam que o fato fosse ganhar tamanha repercussão na imprensa. Agora eles podem ser punidos, por terem desrespeitado a imagem da corporação. Então ta tudo explicado.

1.18.2007

Ô bundão..







Tá com inveja? eu chooro...

BIG BOSTA

A ONG gay brasiliense Estruturação encaminhou à Globo pedido para repreender um participante do "BBB7", que fez declarações homofóbicas, mas a emissora fez de conta que não tinha nada a ver com parada e ignorou a solicitação.
Toda onda começou quando um cagão do programa chamado Felipe Cobra falou o seguinte: "Não tenho nada contra. Tenho um monte de amigo viado. Respeito na moral. Cada um com tuas opiniões e vontade. Agora você lá e eu aqui. Não venha entrar no meu espaço, parceiro, entrar no banheiro e botar a mão, que vai tomar bolacha", disse o sujeito. Vai ou não vai pro paredão? E tem mais, várias entidades de homossexuais estão organizando um calorosa recepção, tipo bicuda e bolacha em corredor polonês, quando o figura colocar o pé fora da casa. E eu choro...

AS 12 LIÇÕES

GELADEIRA NOVA

Um sujeito comprou uma geladeira nova e pra se livrar da velha, colocou-a em frente à casa com o aviso: “De graça. Se quiser, pode levar”. A geladeira ficou três dias, sem receber um olhar dos passantes. Ele chegou à conclusão que as pessoas não acreditavam na oferta. Parecia bom demais pra ser verdade, e ele mudou o aviso: “Geladeira à venda por R$ 50,00″. No dia seguinte, ela tinha sido roubada!

James Brown: e o sujeito continua dando trabalho...


da Folha Onlinecom Reuters, em Atlanta
Quase três semanas após o velório de James Brown, o corpo do "Rei do Soul" ainda não foi enterrado. O atraso é motivado porque sua ex-mulher vem contestando, em seu testamento, o direito de receber metade da herança de Brown. O corpo de Brown vem sendo mantido dentro do caixão --revestido de bronze e ouro-- numa sala de temperatura controlada em sua casa na Carolina do Sul. O diretor da cerimônia fúnebre, Charlie Reid, verifica o estado do corpo diariamente.
A família do cantor está construindo um mausoléu na residência em Beech Island e pretende enterrar Brown quando a construção ficar pronta (provavelmente em fevereiro). "Adiar enterros acontecem de vez em quando. Não é algo comum, mas, em ocasiões especiais, é algo que pode acontecer", disse Reid. Na semana passada, quando o testamento do cantor foi lido, a parceira de Brown, Tomi Rae Hynie Brown, se surprendeu ao saber que não levaria nada do "Rei do Soul".Na semana passada, segundo relatos da imprensa, Hynie pretende mover uma ação pedindo 50% de sua herança e um sétimo do restante para o filho que ambos tiveram juntos.Advogados de Brown dizem que Hynie nunca foi legalmente casada com o cantor --porque Hynie ainda permanecia legalmente casada com Javed Ahmed. "A ação vai girar em torno de ela ter sido ou não a cônjuge. É um absurdo ela pedir metade da herança. Se ela for considerada a esposa legítima, o máximo que poderá reivindicar será um terço", disse à Reuters o advogado Jim Huff.Hynie se casou com Brown em 2001. Dançarina na banda de James Brown, Hynie permaneceu sentada sobre o palco durante o velório. A cerimônia teve a presença de 9.000 pessoas, incluindo Michael Jackson. em determinado momento, Hynie desceu até o caixão aberto de Brown para despedir-se publicamente dele.James Brown morreu de falência cardíaca num hospital de Atlanta em 25 de dezembro. O funeral aconteceu em Augusta (Geórgia) em 30 de dezembro.

RENASCER EM CRISTO COM GRANA CERTA

Fundadores da Igreja Renascer em Cristo, Estevam e Sonia Hernandes saíram ontem do Federal Detention Center (FDC) - prisão em Miami onde, durante nove dias, dividiram celas com detentos federais - e foram transferidos para o Krome Detention Center, cadeia destinada aos imigrantes. Com a mudança, o casal conseguiu ir para um lugar com regras menos rígidas, mas perde na qualidade das instalações e alimentação. Conforme definição usada por um agente do FBI destacado para o caso, eles trocaram 'um hotel 4 estrelas por outro bem pior, de 2 estrelas'.
Como a Agência Estado informou anteontem, a defesa do casal tentava a transferência desde a semana passada. Na tarde de ontem, o advogado dos Hernandes no Brasil, Luiz Flávio Borges D’Urso, definiu a nova situação de seus clientes como 'semiliberdade'. 'Agora, eles estão só sob responsabilidade da Polícia de Imigração', afirmou.
Ocupado em sua maioria por imigrantes que tentaram entrar nos Estados Unidos ilegalmente e com celas mais apinhadas de gente, o novo endereço dos Hernandes não altera sua situação processual. Eles continuam sob custódia porque terão uma audiência judicial em 24 de janeiro. Até lá, não podem ser liberados. Estevam e Sonia foram presos ao tentar entrar na Flórida com US$ 56,5 mil e ter declarado apenas US$ 10 mil às autoridades alfandegárias.
O argumento usado pelo advogado Maurício Azdazabal - representante dos líderes da Renascer nos Estados Unidos - é que eles já haviam quitado US$ 5 mil correspondentes ao sinal do valor da fiança para o crime de lavagem de dinheiro, mas continuavam presos apenas por conta da acusação de falsificação de documento público, um crime inafiançável. Como estavam detidos apenas por um crime apurado pela Polícia de Imigração, teriam direito de sair da penitenciária federal.

ROUBO DE CABELO

da Folha de S.Paulo, no Rio
Três ladrões atacaram uma balconista às 22h30 de anteontem no Rio e cortaram 60 cm de seus cabelos, que atingiam a cintura. Levaram ainda o celular e a bolsa com documentos e cartões.Mirna Marchetti, 22, estava sentada na poltrona de um ônibus da linha 928 (Marechal Hermes-Ramos) quando um homem segurou seus cabelos, como num rabo de cavalo, e cortou com uma tesoura afiada, perto do couro cabeludo. Ela tinha os cabelos longos, lisos e castanhos.O homem estava acompanhado de outros dois rapazes, um deles armado. Eles entraram no ônibus no mesmo ponto que Mirna, em frente a um shopping em Vicente de Carvalho, na zona norte."Um puxou a bolsa e o outro cortou meu cabelo. Foi tudo muito rápido", disse ela.O preço de 40 cm de cabelos varia de R$ 50 a R$ 300, dependendo da qualidade, segundo pessoas envolvidas na comercialização e que preferem não ser identificadas."Acho que roubam para vender para lojas que fazem apliques, perucas, implantes", afirmou a delegada Valéria de Castro.Foi o segundo caso do tipo em dois meses, conforme a polícia, que registrou o crime como roubo e lesão corporal.

1.04.2007

A Galera Lulista do PMDB


Galera do PMDB, com quem Lula e o PT fizeram uma coalizão “ética e programática”. O menos queimado na foto é o tucanófilo Michel Temer. Ah!, estão faltando na foto outros “desenvolvimentistas” e “democratas” como Jáder Barbalho, Geddel Vieira Lima, Delfim Netto, Romero Jucá ..... Tudo gente boa!

OBS: O JÁDER NÃO APARECE NA FOTO PORQUE ANDA MUITO OCUPADO NO PARÁ AJUDANDO A MONTAR O GOVERNO DE ANA JÚLIA

QUEM QUER IR PARA O CÉU?

O bêbado assistia a missa na primeira fila e o padre, em determinada hora, perguntou: Quem quer ir para o céu? Todos levantaram a mão, menos o bêbado. O padre, já aborrecido com a presença do bêbado, perguntou: Você não quer ir para o céu quando morrer? Ah, quando morrer eu quero, é que eu achei que o senhor estava organizado uma caravana para hoje.

PERFIL DO PEIDÃO


Alienado: Peida inconscientemente.
Assassino: enforca o peido
Apaixonado: Assume o peido da namorada.
Ateu: Peida dentro da igreja.
Atleta: Peida e sai correndo.
Azarado: Peida e o peido sai alto.
Cara de Pau: Peida e diz "Que cheiro estranho!"
Revoltado: Peida, sente o cheiro e ainda reclama
Cínico: Peida e ainda ri
Comodista: peida sem se mexer
Cientista: Engarrafa o peido para analisar.
Desastrado: Vai peidar e caga
Detetive: Peida e procura quem peidou.
Educado: Pede licença para peidar.
Intelectual - Peida e diz que "expeliu gases"
Egoísta: Peida debaixo do cobertor para cheirar sozinho.
Frustrado: peida e não se sente satifeito
Fingido: Peida e fica serio
Herói: Está com caganeira e ainda consegue peidar.
Insensível - Caga nas calças e pensa que peidou
Incendiário: acende um fósforo antes de peidar.
Idiota: Peida na hora do almoço e põe a culpa no cachorro.
Indignado: Peida e não se conforma
Curioso: Peida e ascende um fósforo para ver se pega fogo.
Infantil: Peida na água só para fazer bolhinhas.
Infeliz: Pensa que vai peidar e caga na calça.
Inteligente: Peida e sai de perto.
Louco: Peida e pensa que levou um tiro.
Malvado: Peida e põe a culpa nas criancinhas
Meteorológico: Peida e diz que foi um trovão.
Músico: Peida em vários tons.
Ninja: Silencioso mas mortal.
Sincero: Peida e confessa que peidou
Oportunista: Aproveita o peido dos outros para soltar o seu
Político: Peida e promete que vai cagar
Precavido: Peida aos poucos para evitar cagar
Religioso: Peida e vai se confessar.
Sádico - Peida dentro do elevador com outros dentro
Tímido - Tem vergonha de peidar, mesmo quando está só
Sensível: Peida e tem a sensação de ter cagado.
Sacana: Peida no grupo e sai de fininho
Turco: Peida de uma vez só para economizar
Viciado: Peida, sente o cheiro e fica doidão
Mentiroso: Peida e nega tudo
Cara de pau2: Peida e fica perguntando quem foi
Descarado: Peida e põe a culpa nos outros
Artista: Ensaia antes de peidar
Delegado: Prende o peido
Ingênuo: Peida sem saber

Fazendo merda



Esse cara já começou o ano fazendo merda.

Mamãe-robô


Os estudantes de medicina sul-coreanos estão recorrendo a mãe artificial para treinar partos. Trata-se de um robô de tamanho humano, e seu recém-nascido, comprado por US$ 20.000 de uma empresa americana. O Objetivo é dar experiência obstétrica aos estudantes.
Com a mamãe robô, eles simulam partos normais, partos complicados, tais como nascimentos em que o bebê está virado, ou cesarianas.
O recém-nascido, também um robô, é equipado com luzes em suas mãos e bochechas para indicar sua saúde - luzes azuis representam problemas e luzes cor-de-rosa apontam que está tudo bem.

2007 deve ser mais quente

Mal começou e a previsão é que o tempo vai esquentar ainda mais. É o que diz um estudo do Departamento Britânico de Meteorologia. O mundo deve passar pelo ano mais quente de sua história. Isso tudo em virtude dos efeitos causados pelo El Niño --fenômeno meteorológico que aquece as águas do Oceano Pacífico e eleva as temperaturas de todo o planeta. Aqui no norte do Brasil estão....nós estamos ferrados.

1.03.2007

LEI É LEI

O suspeito de ter gravado imagens da execução de Saddam Hussein com um telefone celular foi preso nesta quarta-feira. O vídeo do celular mostrava Saddan sendo ofendido em seus últimos momentos, com testemunhas gritando "vá para o inferno" antes de ele ser enforcado. Se comprovado, o gaiato também será levado a forca. Lei é lei.

PREFEITO LEVA PORRADA

O prefeito de Floresta do Araguaia/Pará, Delvani dos Santos, conhecido como “Xis”, levou muita porrada dos servidores públicos que faziam manifestação contra o atraso no pagamento dos salários. O prefeito sofreu hematomas no pescoço, braço direito e esquerdo, ombro e na região do tórax e também fratura do nariz, o que provocou hemorragia nasal. Agora, com aquele negócio na mão, o prefeito resolveu pedir proteção da Polícia Militar, pois essa nova moda inventada pelo povo de Floresta, tem tudo pra fazer sucesso pelo Brasil. O POLÍTICO MIJOU FORA DO PENICO, PORRADA NELE!

MAMANDO NAS TETAS DA TV ESTATAL

FUNTELPA X ORM
O ex-governador Simão Jatene renovou por mais um ano, o convênio entre a Fundação das Telecomunicações do Pará e a TV Liberal, emissora filiada à Rede Globo no Pará. Foi a sua última canetada como governador. A pilantragem funciona da seguinte maneira: o Governo paga à TV Liberal para que ela use as 78 repetidoras de propriedade do Estado, para transmitir a programação dela, na maior parte oriunda da Rede Globo. DÁ PRÀ ACREDITAR? Mas é isso mesmo. Essa farra começou em 1997, na administração do ex-governador, a múmia paralítica Almir Gabriel e a sacanagem com o nosso dinheiro não parou mais. No início, o convênio previa o pagamento, pela Funtelpa, à TV Liberal, de R$ 200 mil por mês - ou R$ 2,4 milhões por ano. Mas, foram tantos os aditamentos de preço que hoje ninguém sabe ao certo em quanto está esse repasse mensal. Quando estava na oposição o PT cansou de denunciar essa bandalheira. E agora ANA JÚLIA GOVERNADORA? Vai encarar ou vai falar baixinho??

Demitido, repórter da Globo critica direção

Fonte: Terra MaganizeTerça, 19 de dezembro de 2006, 18h36
Demitido, Rodrigo Vianna, repórter da TV Globo, critica a direção da emissora.Em nota, a TV Globo diz que Rodrigo Vianna encaminhou a mensagem após ter sido informado pela emissora de que seu contrato não seria renovado.Leia íntegra da carta de Rodrigo Vianna:

LEALDADE

Quando cheguei à TV Globo, em 1995, eu tinha mais cabelo, mais esperança, e também mais ilusões. Perdi boa parte do primeiro e das últimas. A esperança diminuiu, mas sobrevive. Esperança de fazer jornalismo que sirva pra transformar - ainda que de forma modesta e pontual. Infelizmente, está difícil continuar cumprindo esse compromisso aqui na Globo. Por isso, estou indo embora.Quando entrei na TV Globo, os amigos, os antigos colegas de Faculdade, diziam: "você não vai agüentar nem um ano naquela TV que manipula eleições, fatos, cérebros". Agüentei doze anos. E vou dizer: costumava contar a meus amigos que na Globo fazíamos - sim - bom jornalismo. Havia, ao menos, um esforço nessa direção.Na última década, em debates nas universidades, ou nas mesas de bar, a cada vez que me perguntavam sobre manipulação e controle político na Globo, eu costumava dizer: "olha, isso é coisa do passado; esse tempo ficou pra trás".Isso não era só um discurso. Acompanhei de perto a chegada de Evandro Carlos de Andrade ao comando da TV, e a tentativa dele de profissionalizar nosso trabalho. Jornalismo comunitário, cobertura política - da qual participei de 98 a 2006. Matérias didáticas sobre o voto, sobre a democracia. Cobertura factual das eleições, debates. Pode parecer bobagem, mas tive orgulho de participar desse momento de virada no Jornalismo da Globo.Parecia uma virada. Infelizmente, a cobertura das eleições de 2006 mostrou que eu havia me iludido. O que vivemos aqui entre setembro e outubro de 2006 não foi ficção. Aconteceu.Pode ser que algum chefe queira fazer abaixo-assinado para provar que não aconteceu. Mas, é ruim, hem!Intervenção minuciosa em nossos textos, trocas de palavras a mando de chefes, entrevistas de candidatos (gravadas na rua) escolhidas a dedo, à distância, por um personagem quase mítico que paira sobre a Redação: "o fulano (e vocês sabem de quem estou falando) quer esse trecho; o fulano quer que mude essa palavra no texto".
Tudo isso aconteceu. E nem foi o pior.
Na reta final do primeiro turno, os "aloprados do PT" aprontaram; e aloprados na chefia do jornalismo global botaram por terra anos de esforço para construir um novo tipo de trabalho aqui.Ao lado de um grupo de colegas, entrei na sala de nosso chefe em São Paulo, no dia 18 de setembro, para reclamar da cobertura e pedir equilíbrio nas matérias: "por que não vamos repercutir a matéria da "Istoé", mostrando que a gênese dos sanguessugas ocorreu sob os tucanos? Por que não vamos a Piracicaba, contar quem é Abel Pereira?"Por que isso, por que aquilo... Nenhuma resposta convincente. E uma cobertura desastrosa. Será que acharam que ninguém ia perceber?Quando, no JN, chamavam Gedimar e Valdebran de "petistas" e, ao mesmo tempo, falavam de Abel Pereira como empresário ligado a um ex-ministro do "governo anterior", acharam que ninguém ia achar estranho?Faltando seis dias para o primeiro turno, o "petista" Humberto Costa foi indiciado pela PF. No caso dos vampiros. O fato foi parar em manchete no JN, e isso era normal. O anormal é que, no mesmo dia, esconderam o nome de Platão, ex-assessor do ministério na época de Serra/Barjas Negri. Os chefes sabiam da existência de Platão, pediram a produtores pra checar tudo sobre ele, mas preferiram não dar. Que jornalismo é esse, que poupa e defende Platão, mas detesta Freud! Deve haver uma explicação psicanalítica para jornalismo tão seletivo!Ah, sim, Freud. Elio Gaspari chegou a pedir desculpas em nome dos jornalistas ao tal Freud Godoy. O cara pode ter muitos pecados. Mas, o que fizemos na véspera da eleição foi incrível: matéria mostrando as "suspeitas", e apontando o dedo para a sala onde ele trabalhava, bem próximo à sala do presidente... A mensagem era clara. Mas, quando a PF concluiu que não havia nada contra ele, o principal telejornal da Globo silenciou antes da eleição.
Não vi matérias mostrando as conexões de Platão com Serra, com os tucanos.
Também não vi (antes do primeiro turno) reportagens mostrando quem era Abel Pereira, quem era Barjas Negri, e quais eram as conexões deles com PSDB. Mas vi várias matérias ressaltando os personagens petistas do escândalo. E, vejam: ninguém na Redação queria poupar os petistas (eu cobri durante meses o caso Santo André; eram matérias desfavoráveis a Lula e ao PT, nunca achei que não devêssemos fazer; seria o fim da picada...).O que pedíamos era isonomia. Durante duas semanas, às vésperas do primeiro turno, a Globo de São Paulo designou dois repórteres para acompanhar o caso dossiê: um em São Paulo, outro em Cuiabá. Mas, nada de Piracicaba, nada de Barjas.!Um colega nosso chegou a produzir, de forma precária, por telefone (vejam, bem, por telefone! Uma TV como a Globo fazer reportagem por telefone), reportagem com perfil do Abel. Foi editada, gerada para o Rio. Nunca foi ao ar!Os telespectadores da Globo nunca viram Serra e os tucanos entregando ambulâncias cercados pelos deputados sanguessugas. Era o que estava na tal fita do "dossiê". Outras TVs mostraram o vídeo, a internet mostrou. A Globo, não. Provava alguma coisa contra Serra? Não. Ele não era obrigado a saber das falcatruas de deputados do baixo clero. Mas, por que demos o gabinete de Freud pertinho de Lula, e não demos Serra com sanguessugas?E o caso gravíssimo das perguntas para o Serra? Ouvi, de pelo menos 3 pessoas diretamente envolvidas com o SP-TV Segunda Edição, que as perguntas para o Serra, na entrevista ao vivo no jornal, às vésperas do primeiro turno, foram rigorosamente selecionadas. Aquele diretor (aquele, vocês sabem quem) teria mandado cortar todas as perguntas "desagradáveis". A equipe do jornal ficou atônita. Entrevistas com os outros candidatos tinham sido duras, feitas com liberdade. Com o Serra, teria havido, deliberadamente, a intenção de amaciar.
E isso era um segredo de polichinelo.
Muita gente ouviu essa história pelos corredores...E as fotos da grana dos aloprados? Tínhamos que publicar? Claro. Mas, porque não demos a história completa? Os colegas que estavam na PF naquele dia (15 de setembro), tinham a gravação, mostrando as circunstâncias em que o delegado vazara as fotos. Justiça seja feita: sei que eles (repórter e produtor) queriam dar a matéria completa - as fotos, e as circunstâncias do vazamento. Podiam até proteger a fonte, mas escancarando o que são os bastidores de uma campanha no Brasil. Isso seria fazer jornalismo, expor as entranhas do poder.Mais uma vez, fomos seletivos: as fotos mostradas com estardalhaço. A fita do delegado, essa sumiu!Aquele diretor, aquele que controla cada palavra dos textos de política, disse que só tomou conhecimento do conteúdo da fita no dia seguinte. Quer que a gente acredite?Por que nunca mostraram o conteúdo da fita do delegado no JN?
O JN levou um furo, foi isso?
Um colega nosso, aqui da Globo ouviu a fita e botou no site pessoal dele... Mas, a Globo não pôs no ar... O portal "G-1" botou na íntegra a fita do delegado, dias depois de a "CartaCapital" ter dado o caso. Era noticia? Para o portal das Organizações Globo, era.Por que o JN não deu no dia 29 de setembro? Levou um furo?Não. Furada foi a cobertura da eleição. Infelizmente.E, pra terminar, aquele episódio lamentável do abaixo-assinado, depois das matérias da "CartaCapital". Respeito os colegas que assinaram. Alguns assinaram por medo, outros por convicção. Mas, o fato é que foi um abaixo-assinado em defesa da Globo, apresentado por chefes!Pensem bem. Imaginem a seguinte hipótese: a revista "Quatro Rodas" dá matéria falando mal da suspensão de um carro da Volkswagen, acusando a empresa de deliberadamente não tomar conhecimento dos problemas. Aí, como resposta, os diretores da Volks têm a brilhante idéia de pedir aos metalúrgicos pra assinar um manifesto em defesa da empresa! O que vocês acham? Os metalúrgicos mandariam a direção da fábrica catar coquinho em Berlim!Aqui, na Globo, muitos preferiram assinar. Por isso, talvez, tenhamos um metalúrgico na Presidência da República, enquanto os jornalistas ficaram falando sozinhos nessa eleição...De resto, está difícil continuar fazendo jornalismo numa emissora que obriga repórteres a chamarem negros de "pretos e pardos". Vocês já viram isso no ar? Sinto vergonha...A justificativa: IBGE (e, portanto, o Estado brasileiro) usa essa nomenclatura. Problema do IBGE. Eu me recuso a entrar nessa. Delegados de policia (representantes do Estado) costumavam (até bem pouco tempo) tratar companheiras (mesmo em relações estáveis) como "concubinas" ou "amásias". Nunca usamos esses termos!Árabes que chegaram ao Brasil no início do século passado eram chamados de "turcos" pelas autoridades (o passaporte era do Império Turco Otomano, por isso a nomenclatura). Por causa disso, jornalistas deviam chamar libaneses de turcos?Daqui a pouco, a Globo vai pedir para que chamemos a Parada Gay de "Parada dos Pederastas". Francamente, não tenho mais estômago.Mas, também, o que esperar de uma Redação que é dirigida por alguém que defende a cobertura feita pela Globo na época das Diretas?Respeito a imensa maioria dos colegas que ficam aqui. Tenho certeza que vão continuar se esforçando pra fazer bom Jornalismo. Não será fácil a tarefa de vocês.Olhem no ar. Ouçam os comentaristas. As poucas vozes dissonantes sumiram. Franklin Martins foi afastado. Do Bom dia Brasil ao JG, temos um desfile de gente que está do mesmo lado.Mas sabem o que me deixou preocupado mesmo? O texto do João Roberto Marinho depois das eleições.Ele comemorou a reação (dando a entender que foi absolutamente espontânea; será que disseram isso pra ele? Será que não contaram a ele do mal-estar na Redação de São Paulo?) de jornalistas em defesa da cobertura da Globo:"(...)diante de calúnias e infâmias, reagem, não com dúvidas ou incertezas, mas com repúdio e indignação. Chamo isso de lealdade e confiança".Entendi. Ele comemora que não haja dúvidas e incertezas... Faz sentido. Incerteza atrapalha fechamento de jornal. Incerteza e dúvida são palavras terríveis. Devem ser banidas. Como qualquer um que diga que há racismo - sim - no Brasil.E vejam o vocabulário: "lealdade e confiança". Organizações ainda hoje bem populares na Itália costumam usar esse jargão da "lealdade".
Caro João, você talvez nem saiba direito quem eu sou.
Mas, gostaria de dizer a você que lealdade devemos ter com princípios, e com a sociedade. A Globo, infelizmente, não foi "leal" com o público. Nem com os jornalistas.Vai pagar o preço por isso. É saudável que pague. Em nome da democracia!João, da família Marinho, disse mais no brilhante comunicado interno:"Pude ter certeza absoluta de que os colaboradores da Rede Globo sabem que podem e devem discordar das decisões editoriais no trabalho cotidiano que levam à feitura de nossos telejornais, porque o bom jornalismo é sempre resultado de muitas cabeças pensando".Caro João, em que planeta você vive? Várias cabeças? Nunca, nem na ditadura (dizem-me os companheiros mais antigos) tivemos na Globo um jornalismo tão centralizado, a tal ponto que os repórteres trabalham mais como bonecos de ventríloquos, especialmente na cobertura política!Cumpro agora um dever de lealdade: informo-lhe que, passadas as eleições, quem discordou da linha editorial da casa foi posto na "geladeira". Foi lamentável, caro João. Você devia saber como anda o ânimo da Redação - especialmente em São Paulo.Boa parte dos seus "colaboradores" (você, João, aprendeu direitinho o vocabulário ideológico dos consultores e tecnocratas - "colaboradores", essa é boa... Eu não sou colaborador, coisa nenhuma! Sou jornalista!) está triste e ressabiada com o que se passou.
Mas, isso tudo tem pouca importância.
Grave mesmo é a tela da Globo - no Jornalismo, especialmente - não refletir a diversidade social e política brasileira. Nos anos 90, houve um ensaio, um movimento em direção à pluralidade. Já abortado. Será que a opção é consciente?Isso me lembra a Igreja Católica, que sob Ratzinger preferiu expurgar o braço progressista. Fez uma opção deliberada: preferiram ficar menores, porém mais coesos ideologicamente. Foi essa a opção de Ratzinger. Será essa a opção dos Marinho?Depois, não sabem porque os protestantes crescem...Eu, que não sou católico nem protestante, fico apenas preocupado por ver uma concessão pública ser usada dessa maneira!Mas, essa é também uma carta de despedida, sentimental.Por isso, peço licença pra falar de lembranças pessoais.Foram quase doze anos de Globo.Quando entrei na TV, em 95, lá na antiga sede da praça Marechal, havia a Toninha - nossa mendiga de estimação, debaixo do viaduto. Os berros que ela dava em frente à entrada da TV traziam uma dimensão humana ao ambiente, lembravam-nos da fragilidade de todos nós, de como nossa razão pode ser frágil.Havia o João Paulada - o faz-tudo da Redação.Havia a moça do cafezinho (feito no coador, e entregue em garrafas térmicas), a tia dos doces...Era um ambiente mais caseiro, menos pomposo. Hoje, na hora de dizer tchau, sinto saudade de tudo aquilo.Havia bares sujos, pessoas simples circulando em volta de todos nós - nas ruas, no Metrô, na padaria.Todos, do apresentador ao contínuo, tinham que entrar a pé na Redação. Estacionamentos eram externos (não havia "vallet park", nem catraca eletrônica). A caminhada pelas calçadas do centro da cidade obrigava-nos a um salutar contato com a desigualdade brasileira.Hoje, quando olho pra nossa Redação aqui na Berrini, tenho a impressão que estou numa agência de publicidade. Ambiente asséptico, higienizado. Confortável, é verdade. Mas triste, quase desumano.
Mas, há as pessoas. Essas valem a pena.
Pra quem conseguiu chegar até o fim dessa longa carta, preciso dizer duas coisas...1) Sinto-me aliviado por ficar longe de determinados personagens, pretensiosos e arrogantes, que exigem "lealdade"; parecem "poderosos chefões" falando com seus seguidores... Se depender de mim, como aconteceu na eleição, vão ficar falando sozinhos.2) Mas, de meus colegas, da imensa maioria, vou sentir saudades.Saudades das equipes na rua - UPJs que foram professores; cinegrafistas que foram companheiros; esses sim (todos) leais ao Jornalismo.Saudades dos editores - que tiveram paciência com esse repórter aflito e procuraram ser leais às minúcias factuais.Saudades dos produtores e dos chefes de reportagem - acho que fui leal com as pautas de vocês e (bem menos) com os horários!
Saudades de cada companheiro do apoio e da técnica - sempre leais.
Saudades especialmente, das grandes matérias no Globo Repórter - com aquela equipe de mestres (no Rio e em São Paulo) que aos poucos vai se desmontando, sem lealdade nem respeito com quem fez história (mas há bravos resistentes ainda).Bem, pelo tom um tanto ácido dessa carta pode não parecer. Mas levo muita coisa boa daqui.Perdi cabelos e ilusões. Mas, não a esperança.Um beijo a todos.
Rodrigo Vianna.
Terra Magazine
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